O Ilusionista: Áustria na tela

Por Denis Gerson Simões.

Uma trama inteligente que, para alguns, beira ao sobrenatural, utiliza como pano de fundo a Áustria da segunda metade do século XIX. O Ilusionista (2006) é mais um filme que tem como ponto central alcançar o amor que se mostra inatingível, retomando um tanto a lógica dos contos de fadas onde a princesa é raptada pelo dragão e precisa ser salva. Neste caso não há monstros fictícios, sendo o herdeiro da coroa Austro-Húngara, príncipe Leopold, a representação dracônica no enredo. O papel de herói salvador fica para Edward Abramovich, que depois se intitula de Eisenheim, o Ilusionista, que pertencendo às classes populares não pode chegar à sua amada, a Duquesa Sophie von Teschen, uma nobre.

Mesmo quase dando um spoiler com essa explicação, o filme traz de modo surpreendente algumas informações e prende o público à trama. Por ter uma narrativa repleta de estratégias, é necessário prestar atenção aos detalhes para compreender as sutilezas (que ao final usa o tradicional feedback para que o espectador compreenda os acontecimentos). E é bom destacar que se trata de uma obra de ficção, com personagens fictícios.

O diferencial para quem gosta de cultura teuto-brasileira é a fotografia. A região alpina e cidade de Viena são bem caracterizadas, mostrando desde vestimentas de época a ruas e prédios públicos, além da estética da monarquia austro-húngara. Um filme que vale a pena ver.

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